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Confira a programação do Encontro às Quintas do 1º semestre de 2026

04 mar/2026

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A série de palestras Encontro às Quintas retorna no dia 26 de março com a apresentação Entre textos e mundos: paratextos, paratextualidade e a escrita da história das ciências, ministrada pelo pesquisador da USP, Thomás A. S. Haddad. Ao longo do semestre, estão programadas sete sessões que abordarão temas como a violência de gênero no Brasil, as ideias de Michel Foucault, as implicações da Inteligência Artificial para a democracia e a contenção do comunismo na modernização da educação médica brasileira durante a Guerra Fria, entre outros.

Sob a coordenação do sociólogo, professor e pesquisador Marcos Chor Maio (PPGHCS/Depes/COC/Fiocruz), o Encontro às Quintas é uma realização do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS) da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Todas as sessões ocorrerão às 10h no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, no CDHS, campus da Fiocruz, em Manguinhos, Rio de Janeiro.

Confira abaixo a programação completa:

1ª sessão: 26/3          
Entre textos e mundos: paratextos, paratextualidade e a escrita da história das ciências
Expositor: Thomás A. S. Haddad (USP)
Debatedora: Lorelai Brilhante Kury (COC/Fiocruz)
A palestra discute a paratextualidade como ferramenta metodológica na história das ciências. Propõe analisar títulos, prefácios, notas e outros elementos do texto científico não como acessórios, mas como espaços privilegiados para observar a produção e a circulação do conhecimento.

2ª sessão: 9/4
Contra o esquecimento, devir-maroon no Cottica (Suriname)       
Expositora: Olivia Gomes (Museu Nacional/UFRJ)
Debatedora: Kaori Kodama (COC/Fiocruz)
A apresentação mobiliza relatos de etnografias e de relatórios não acadêmicos sobre a Guerra Civil do Suriname (1986–1992). Mostra como, entre os Cottica Ndyuka, que vivem em Moengo e em aldeias vizinhas do país caribenho, as lembranças da guerra e a compreensão de suas vidas como uma luta contínua por liberdade articulam-se às experiências de fuga de seus ancestrais.

3ª sessão: 23/4          
As desigualdades sociais como condicionantes da violência de gênero no Brasil
Expositora: Lina Faria (COC/Fiocruz)         
A violência de gênero no Brasil é estrutural e histórica, vinculada às relações de poder e frequentemente naturalizada por práticas de exclusão. A palestrante discute como o sexismo e as desigualdades sociais perpetuam ciclos de agressão, sobretudo em contextos de vulnerabilidade.

4ª sessão: 14/5
Como identificar um comunista? Educação Médica, a CAPES e a Fundação Rockefeller no Brasil da Guerra Fria
Expositor: Gilberto Hochman (COC/Fiocruz)
Debatedor: Carlos Henrique Assunção Paiva (COC/Fiocruz)   
A palestra analisa a contenção do comunismo como eixo dos programas da Fundação Rockefeller voltados à modernização da educação médica brasileira nos anos 1950, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Também aborda como bolsas e auxílios eram politicamente monitorados no contexto da Guerra Fria e discute a atuação da fundação como ator político no Brasil.

5ª sessão: 28/5          
Centenário de Michel Foucault         
Expositores: Carlos Estellita-Lins (COC/Fiocruz), Flavio Edler (COC/Fiocruz) e José Nicolau Julião (UFRRJ)
Debatedora: Ana Teresa Venâncio (COC/Fiocruz)
As apresentações destacam a obra e o caráter inovador da reflexão de Michel Foucault, bem como as implicações ético-políticas de suas ideias. Aborda a recepção precoce do pensamento do filósofo no Brasil, especialmente por meio de Roberto Machado, e discute a circulação das ideias foucaultianas na historiografia brasileira da psiquiatria.

6ª sessão: 11/6         
Arquitetura de Alhambra em perspectiva transnacional: Granada, Rio de Janeiro, Nova York e Berlim 
Expositores: José Manuel Rodríguez Domingo (Universidad de Granada) e Renato da Gama-Rosa Costa (COC/Fiocruz)
Debatedora: Gisele Sanglard (COC/Fiocruz)         
As exposições discutem a difusão internacional da estética da Alhambra, complexo de palácios na Espanha, e suas apropriações em cidades como Granada, Rio de Janeiro, Nova York e Berlim. No Rio de Janeiro, essa influência se manifesta de forma emblemática no Castelo Mourisco, símbolo da Fiocruz. Destaque da paisagem há mais de um século, o castelo é o carro-chefe do pedido de candidatura da instituição a Patrimônio Mundial pela Unesco.

7ª sessão: 25/6                
Inteligência artificial e Democracia         
Expositores: Dora Kaufman (PUC-SP) e Fernando Barros Filgueiras (UFG)
Debatedora: Letícia Cesarino (UFSC)
A inteligência artificial generativa vem se consolidando como vetor de desinformação em processos eleitorais ao redor do mundo. Nesse contexto, os expositores analisam como essa tecnologia pode afetar as eleições brasileiras de 2026. A apresentação também discute a Inteligência Artificial como uma terceira forma de inteligência, ao lado da individual e da coletiva, e como sua presença reconfigura as dinâmicas e os desafios dos regimes democráticos.