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COC lança série de vídeos "Ciências, saúde e ambiente: independências do Brasil?" em 15/12

08/12/2023

A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) está lançando, conjuntamente, quatro episódios da série de documentários Ciências, saúde e ambiente: independências do Brasil? Com a coordenação geral das professoras e pesquisadores da COC Lorelai Kury e Maria Rachel Fróes da Fonseca, os vídeos são uma realização do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS) e do Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde (Depes). O apoio é da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

O lançamento da série será realizado em evento no dia 15 de dezembro, às 14h, no auditório do Museu da Vida, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro. Os vídeos estarão disponíveis, em breve, no canal da COC no YouTube.

Confira abaixo os episódios:

Episódio 1: Diversidade e hierarquias: a saúde no Rio de Janeiro na época da Independência
Organização: Lorelai B. Kury, Tânia Salgado Pimenta, Ricardo Cabral de Freitas e Carolina Arouca Gomes de Brito

Sinopse:

O vídeo traça um panorama geral de como eram as práticas de cura na cidade do Rio de Janeiro em torno de 1822. Por um lado, havia a medicina institucionalizada, com médicos diplomados que atendiam privadamente a elite ou trabalhavam em algum dos hospitais da cidade, como a Santa Casa da Misericórdia. Por outro lado, a maioria da população se tratava com os inúmeros curadores populares que atendiam muitas vezes nas próprias ruas da cidade. O Rio de Janeiro apresentava grande diversidade cultural, mas a sociedade era extremamente hierarquizada e desigual, baseada na exploração de trabalho escravo.

Episódio 2: Exposição Internacional de 1922: saúde e independência?
Organização: Mª Rachel Fróes da Fonseca, Ana Luce Girão Soares Lima, Ana Teresa Venancio, André Felipe Candido da Silva e Ede Conceição Bispo Cerqueira

Sinopse:

O Centenário da Independência foi comemorado de forma grandiosa em 1922 com a Exposição Internacional que ocupou parte expressiva do centro da cidade do Rio de Janeiro, desde a região do Palacio Monroe (Cinelândia) até a Praça XV e Praça Mauá. Este espaço comemorativo foi o palco de reflexões e balanços sobre os cem anos do Brasil independente, e sobre a construção de um país moderno. Um dos temas centrais apresentados em seus pavilhões foi o da saúde, em função da importância dos temas da higiene eda salubridade para a configuração da cidade do Rio de Janeiro como um lugar civilizado e moderno. Desse modo, refletir sobre o papel da saúde na Exposição pressupõe a análise do projeto hegemônico, excludente e eurocêntrico, de modernização e de civilização. Trata-se da busca de uma problematização da relação da sociedade brasileira com seu passado, a partir da saúde pública e da ciência.

Episódio 3: O Modernismo e a população brasileira: racismo, medicina e cultura
Organização: Robert Wegner, Tamara Rangel Vieira, Mariana Tavares, Daiane Silveira Rossi, Thiago da Costa Lopes e Eliza Teixeira Toledo

Sinopse:

A Semana de Arte Moderna, realizada no Teatro Municipal de São Paulo em fevereiro de 1922, tornou-se um evento emblemático do movimento modernista no Brasil, que renovou as artes nacionais e o projeto cultural de construção da nacionalidade. Esse projeto cultural teve diversas vertentes, como a do verde-amarelismo, que acabou por enfatizar o papel do Estado na afirmação de uma identidade nacional homogênea; a vertente regionalista, que se constituiu em torno de Gilberto Freyre e valorizou as diferenças regionais; e a ligada aos nomes de Oswald de Andrade e, especialmente, Mario de Andrade, que foi quem empreendeu viagens de pesquisas etnográficas em diversas localidades do país para investigar e registrar manifestações da cultura popular. No centenário da Semana de 22, o vídeo pretende enfatizar as conexões do modernismo com o movimento sanitarista da década de 1910, que também envolveu viagens de reconhecimento das realidades de locais diversos do país, e reconfigurou a discussão sobre a população brasileira, deslocando-a do tema da raça para o da saúde. Essa reconfiguração abriu caminho para que os modernistas, na década seguinte, desenvolvessem uma reflexão sobre a população brasileira a partir de sua diversidade cultural. A partir desse olhar, pretendemos valorizar o movimento modernista e, ao mesmo tempo, enfatizar que ele se constitui como um projeto inconcluso. Tudo isso faz com que nos percebamos como parte da aventura modernista e nos leva a indagar sobre os sentidos de se pensar e se afirmar a identidade nacional hoje, que tanto pode levar a um projeto político nacionalista retrógrado, excludente e xenofóbico, quanto significar uma valorização da diversidade e a afirmação de um projeto nacional inclusivo.

Episódio 4: Comunidades de Manguinhos e da Maré: territórios, saberes locais, e Independências
Organização: Kaori Kodama, Anna Beatriz de Sá Almeida, Mª Paula Bonatto, Rachel de Almeida Viana e Luiz Alves Araújo Neto

Sinopse:

O vídeo pretende compor, por meio das falas, expressões artísticas e culturais das populações do território de Manguinhos e da Maré, um quadro de suas concepções de independência e autonomia, a partir das experiências e vivências locais quanto à educação, saúde e ao ambiente. Essas comunidades estão próximas ao principal campus da Fiocruz, localizado em Manguinhos, no Rio de Janeiro, e com as quais a instituição trabalha historicamente em ações de educação, divulgação científica, assistência e promoção à saúde.


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