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Livro sobre prédios de instituições dedicadas à saúde em Santa Catarina é o quarto de coleção temática

2012-09-03

História da saúde em Santa Catarina: instituições e patrimônio arquitetônico, 1808-1958 (Ana Amora [org.], Barueri, SP: Minha Editora; Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2012) é o quarto livro da coleção “História da saúde: instituições e patrimônio arquitetônico”. As publicações são o resultado do trabalho da rede Brasil de Patrimônio Cultural da Saúde coordenada pela Casa de Oswaldo Cruz, que reúne profissionais dedicados a pesquisar a história da saúde, das cidades e de sua arquitetura. São especialistas de vários estados brasileiros que, segundo Ana Amora, “buscam formas de pensar e articular o patrimônio cultural da saúde à história das cidades”.

 

O livro reúne quatro capítulos e um CD-Rom, com imagens e dados sobre a trajetória de bairros e de prédios construídos para abrigar hospitais e outras instituições de atendimento à saúde da população, em Florianópolis, assim como análises sobre políticas públicas para a área da saúde e a atuação de profissionais. “A saúde pública e a cidade: um espaço de poder (O Desterro-Florianópolis, 1823-1930)”, é de autoria do pesquisador Hermetes Reis de Araújo,  da Universidade Federal de Santa Catarina. Ana Albano Amora escreveu “Modernização em Florianópolis: a contribuição da saúde para a construção da cidade no governo Nereu Ramos (1934-45)”. Janice Gonçalves, pesquisadora da Universidade do Estado de Santa Catarina é autora de “A vida através das lentes da medicina científica: a atuação de Oswaldo Rodrigues Cabral”. O último estudo é de Rafael Araldi Vaz, professor do Centro Universitário Facvest, que escreveu “Muralhas de esculápio, peles de São Lázaro: políticas públicas de combate à lepra (1936-1940)”.

 

capa_dentro
Capa do livro História
da saúde em Santa Catarina

A rede Brasil de Patrimônio Cultural da Saúde integra grupos de trabalho em 10 capitais e, segundo Ana Amora, garante a democratização de informações, a troca de ideias a partir dos levantamentos efetuados no país, e as possíveis comparações entre os processos de modernização do campo da saúde no continente latino-americano. Além deste livro lançado agora, os outros que integram a coleção coordenada pelos pesquisadores Gisele Sanglard e Renato Gama-Rosa, da Casa de Oswaldo Cruz, são análises e descrições de prédios construídos para abrigar instituições de saúde em Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Outras edições ainda serão publicadas sobre os inventários em andamento em Manaus, Recife, Goiânia, Belém, Porto Alegre e Curitiba.

 

Doutora pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ), Ana Albano Amora, que integra o projeto “Inventário nacional do patrimônio cultural da saúde: bens edificados e acervos”, diz que “a valorização da memória voltada às instituições de saúde, que muitas vezes remetem à dor e à perda, tem papel importante.” Segundo ela, “o aumento da pesquisa sobre processos históricos, sociais e políticos institucionais, com vistas a contribuir para a salvaguarda do seu patrimônio levou à criação da rede Brasil de Patrimônio Cultural da Saúde”.


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