As atividades acadêmicas de 2026 da Casa de Oswaldo Cruz serão abertas pela antropóloga Debora Diniz, que ministrará uma aula sobre o tema Ciência como testemunho: ética, engajamento e mundo em disputa. O evento ocorrerá no dia 19 de março, às 14h, no Salão de Conferência do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus da Fiocruz em Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da Casa de Oswaldo Cruz no YouTube e tradução em Libras.
Professora da Universidade de Brasília (UnB) e docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS), parceria da Fiocruz com as universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Federal Fluminense (UFF), Debora é uma cientista reconhecida no Brasil e internacionalmente pela defesa dos direitos reprodutivos, da igualdade de gênero e da justiça social. É autora de mais de 30 livros — O que é bioética (2022), Aborto por anomalia fetal (2004), Cadeia: relatos sobre mulheres (2015), Esperança feminista (2022), Carta de uma orientadora: sobre pesquisa e escrita acadêmicas (2024), entre outros — e membro do High-Level Advisory Group para o Gender and Health Hub, coordenado pelo Instituto Internacional de Saúde Global da Universidade das Nações Unidas (UNU-IIGH).
Por seu trabalho como pesquisadora, escritora, documentarista e por sua atuação em defesa de direitos humanos, recebeu dezenas de prêmios, entre os quais, o Jabuti na categoria Ciências da Saúde pelo livro Zika: do sertão brasileiro à ameaça global, em 2017; o Prêmio Dan David, pelo conjunto de sua obra em prol da justiça de gênero, em 2023; e Prêmio Mulheres e Ciência (2025), concedido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por seu trabalho em bioética, direitos humanos e gênero.