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Teixeira, Claudia Regina Rodrigues Ribeiro. A reforma Pedro Ernesto (1933): perdas e ganhos para os médicos do Distrito Federal . Apresentada a Casa de Oswaldo Cruz para obtenção do grau de Mestre. Rio de Janeiro; s.n; 2004. 107 p.
Resumo: Analisa as conseqüências que a Reforma implantada por Pedro Ernesto Baptista na Assistência Municipal, em 1933, trouxe para o mercado de trabalho médico. Os acontecimentos políticos no país, ao final de 1930, contribuíram para que a cidade do Rio de Janeiro, então capital da República, se tornasse um importante ponto de sustentação para o Governo Provisório que se instalara sob a chefia de Getulio Vargas. A participação política de Pedro Ernesto nesses eventos, aliada à sua formação médica e gerencial na clínica particular, proporcionou a sua inserção no ambiente governamental. Inicialmente indicado para resolver os problemas inerentes à assistência hospitalar do Brasil, quando apresentou bons resultados administrativos, Pedro Ernesto não tardou a ser nomeado para assumir a Interventoria do Distrito Federal. Nesse cargo pôde estabelecer medidas de cunho social, sobretudo nas áreas da educação e da saúde. Uma delas determinava a reorganização dos serviços médicos e hospitalares para a população do Rio de Janeiro, visando a assistência aos indivíduos ' necessitados' . Os instrumentos legais promulgados por Pedro Ernesto provocaram um desequilíbrio na relação entre o Estado, os indivíduos e a profissão médica. Observam-se as manifestações da sociedade a essas medidas, mas sobretudo as reações provocadas no meio médico, buscando avaliar as alterações no âmbito do mercado de trabalho daquela categoria profissional.
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Carvalho, Cristiana Leite. Dentistas práticos no Brasil: história de exclusão e resistência na profissionalização da odontologia brasileira . Apresentada a Escola Nacional de Saúde Pública para obtenção do grau de Doutor. Rio de Janeiro; s.n; 2003. 266 p. ilust., tab.
Resumo: Analisa a disputa entre cirurgiões-dentistas e dentistas práticos como um problema do processo de profissionalização da odontologia no Brasil. A profissão odontológica está regulamentada no país desde a década de 1930, com o estabelecimento de um sistema de licenciamento profissional, adquirido por meio de credenciais educacionais. No entanto, observa-se que o exercício da odontologia não tem se restringido ao cirurgião-dentista graduado e licenciado pelos conselhos de odontologia, o que pode ser verificado pela atuação de dentistas práticos em vários municípios do país. Com o propósito de analisar as circunstâncias que determinam a inserção dos dentistas práticos no mercado de trabalho, buscamos conhecer o histórico da regulamentação da odontologia, no contexto da conformação do modelo de regulação profissional no país. Realizou-se uma pesquisa empírica com o propósito de conhecer e analisar o exercício ilegal da odontologia pelos dentistas práticos e sua inserção no mercado de trabalho. Com base nas informações coletadas, verificou-se que a profissão odontológica é contestada em relação ao monopólio legal que detém sobre o campo de trabalho da odontologia, nas três arenas da jurisdição profissional: no espaço do trabalho, onde os dentistas práticos oferecem seus serviços para um segmento do mercado de serviços odontológicos; na arena da opinião pública, em que a população consome e, portanto, reconhece os serviços ofertados pelos dentistas práticos; e no sistema legal, no qual os dentistas práticos têm apresentado sistematicamente projetos de lei visando o reconhecimento e a legalização da sua atividade (AU).
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Guimarães, Maria Regina Cotrim. Civilizando as artes de curar: Chernoviz e os manuais de medicina popular no império . Apresentada a Casa de Oswaldo Cruz para obtenção do grau de Mestre. Rio de Janeiro; s.n; 2003. 104 p.
Resumo: Pretende contribuir para o entendimento dos diferentes significados do Chernoviz - como representante da medicina legitimada pelas instituições oficiais, como a Academia Imperial de Medicina e as Faculdades de Medicina - no ambiente médico da Corte. O Chernoviz foi lido e utilizado por pessoas de diversas categorias sociais e profissionais, para as quais facilitou o entendimento da hermética ciência médica. A fim de precisar algumas caracteríticas do Chernoviz, são introduzidos dois problemas: um deles diz respeito à interpretação do papel dos manuais por uma parte da literatura, segundo a qual esses livros seriam repositórios de crendices; o segundo reside numa possível antítese entre o estatuto individual do saber médico acadêmico, em relação ao diagnóstico e à terapêutica, e o caráter generalizador que os manuais imputaram a esse mesmo conhecimento (AU).
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Pereira, Fernanda Martins. A inserção do psicólogo no hospital geral: a construção de uma nova especialidade . Apresentada a Casa de Oswaldo Cruz para obtenção do grau de Mestre. Rio de Janeiro; s.n; 2003. 134 p.
Resumo: O mercado de trabalho para psicólogos em hospitais gerais vem se expandindo nas últimas décadas. Pesquisas indicam que o grande interesse dos psicólogos por essa área representa mais uma estratégia de sobrevivência no mercado do que um real interesse por esse campo de conhecimento. No Rio de Janeiro, um dos primeiros hospitais a contratar psicólogos foi o Hospital dos Servidores do Estado (HSE). Esta instiuição foi, por muitos anos, referência nacional no campo da assistência médica e da administração hospitalar. O objetivo deste trabalho é analisar o ingresso das primeiras psicólogas no Serviço de Pediatria do HSE (1976) e o caminho percorrido até a oficialização do Serviço de Psicologia do hospital (1983). Realizaram-se entrevistas de história oral com psicólogas e médicos que participaram do processo. Através de um resgate histórico, esta dissertação procura discutir os entraves e a especificidade da atuação dos psicólogos nos hospitais gerais, por meio da análise de um hospital de referência na saúde pública brasileira. A hipótese que orienta a pesquisa foi confirmada, uma vez que constatou-se que as psicólogas do HSE vivenciaram uma série de conflitos interprofissionais no processo de criação dessa nova especialidade da psicologa. Este estudo pretende fornecer algumas chaves para a compreensão de elementos que hoje se fazem presentes no contexto hospitalar, tais como as disputas de poder nas equipes multidisciplinares de saúde e a dificuldade da psicologia em definir e defender seu espaço de atuação (AU).
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Ponte, Carlos Fidelis da. Médicos, psicanalistas e loucos: uma contribuição à história da psicanálise no Brasil . Apresentada a Escola Nacional de Saúde Pública para obtenção do grau de Mestre. Rio de Janeiro; s.n; 1999. 205 p.
Resumo: Estuda a constituição e o desenvolvimento do campo psicanalítico no Brasil do início do século XX até o começo dos anos 1980. A abordagem privilegia os processos de institucionalização e profissionalização da psicanálise, não se detendo, entretanto, a aspectos relacionados à epistemologia do saber analítico como disciplina. Orientada, em suas linhas gerais, pela perspectiva da sociologia das profissões e pelos estudos de Pierre Bourdieu e Robert Castel, divide-se em seis capítulos, distribuídos em duas partes. A primeira delas trata das condições ambientais encontradas pela psicanálise no país e de sua assimilação pela tradição científica local. A segunda refere-se à criação das socieades filiadas à Associação Piscanalítica Internacional, à formação de um mercado para este saber, à tentativa de sua circunscrição ao âmbito da medicina e às estratégias postas em prática pelos grupos que passaram a disputar seu controle (AU).
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