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Mendonça, Lúcia Glicério. Parteiras em Londrina: (1929-1978) . Apresentada a Casa de Oswaldo Cruz para obtenção do grau de Mestre. Rio de Janeiro; s.n; abr. 2004. 186 p. tab.
Resumo: O objeto do estudo consiste nas relações entre parteiras tradicionais, profissionais de saúde e a população assistida por ambos os grupos, a partir do ponto de vista das parteiras, ao longo do período no qual ocorreram os programas de treinamento para parteiras tradicionais promovidos pela 17ª Regional de Saúde do Estado do Paraná, sediada em Londrina, entre os anos de 1975 a 1978 (AU).
     
Guimarães, Maria Regina Cotrim. Civilizando as artes de curar: Chernoviz e os manuais de medicina popular no império . Apresentada a Casa de Oswaldo Cruz para obtenção do grau de Mestre. Rio de Janeiro; s.n; 2003. 104 p.
Resumo: Pretende contribuir para o entendimento dos diferentes significados do Chernoviz - como representante da medicina legitimada pelas instituições oficiais, como a Academia Imperial de Medicina e as Faculdades de Medicina - no ambiente médico da Corte. O Chernoviz foi lido e utilizado por pessoas de diversas categorias sociais e profissionais, para as quais facilitou o entendimento da hermética ciência médica. A fim de precisar algumas caracteríticas do Chernoviz, são introduzidos dois problemas: um deles diz respeito à interpretação do papel dos manuais por uma parte da literatura, segundo a qual esses livros seriam repositórios de crendices; o segundo reside numa possível antítese entre o estatuto individual do saber médico acadêmico, em relação ao diagnóstico e à terapêutica, e o caráter generalizador que os manuais imputaram a esse mesmo conhecimento (AU).
     
Torres, Carlos Henrique Duarte Alves. Ensino de epidemiologia na escola médica: institucionalização da epidemiologia como disciplina na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro . Apresentada a Escola Nacional de Saúde Pública para obtenção do grau de Mestre. Rio de Janeiro; s.n; 2002. 91 p.
Resumo: Analisa o ensino de epidemiologia nos cursos de graduação em Medicina. Aborda a introdução e o desenvolvimento da disciplina na Faculdade de Medicina da UFRJ, no período compreendido entre a reforma universitária de 1968 e a publicação das diretrizes curriculares para os cursos de Medicina em 2001. A documentação examinada se constituiu de Regimentos Internos da Faculdade de Medicina; dos Catálogos do Curso de Graduação em Medicina e dos programas das disciplinas de Epidemiologia, Medicina Preventiva, Mecanismos Básicos de Saúde e Doença e de Atenção Integral à Saúde. Foram efetuadas entrevistas com professores da Faculdade de Medicina da UFRJ para detectar as transformações ocorridas que não aparecem nos documentos oficiais. A revisão da literatura revelou que a aplicação da epidemiologia cresceu na gestão dos serviços de saúde, na medicina e na pesquisa médica. Nas escolas médicas, a partir do final da década de 1980, o seu ensino começa a ser mais valorizado. Além do crescimento, houve expansão de seus conteúdos para outras disciplinas. Foram identificadas três fases: a primeira, nos anos 1970, marcada pela hegemonia da medicina tropical e do movimento preventivista; a segunda, nos anos 1980, sob a influência da Reforma Sanitária Brasileira; e a terceira, nos anos 1990, caracterizada por uma valorização das suas aplicações às pesquisas clínicas. Ocorreu um processo de substituição de conteúdos que privilegiou os aspectos voltados para a pesquisa clínico-epidemiológica em relação aos conteúdos de saúde coletiva.
      
     
Ponte, Carlos Fidelis da. Médicos, psicanalistas e loucos: uma contribuição à história da psicanálise no Brasil . Apresentada a Escola Nacional de Saúde Pública para obtenção do grau de Mestre. Rio de Janeiro; s.n; 1999. 205 p.
Resumo: Estuda a constituição e o desenvolvimento do campo psicanalítico no Brasil do início do século XX até o começo dos anos 1980. A abordagem privilegia os processos de institucionalização e profissionalização da psicanálise, não se detendo, entretanto, a aspectos relacionados à epistemologia do saber analítico como disciplina. Orientada, em suas linhas gerais, pela perspectiva da sociologia das profissões e pelos estudos de Pierre Bourdieu e Robert Castel, divide-se em seis capítulos, distribuídos em duas partes. A primeira delas trata das condições ambientais encontradas pela psicanálise no país e de sua assimilação pela tradição científica local. A segunda refere-se à criação das socieades filiadas à Associação Piscanalítica Internacional, à formação de um mercado para este saber, à tentativa de sua circunscrição ao âmbito da medicina e às estratégias postas em prática pelos grupos que passaram a disputar seu controle (AU).
      
     
Nunes, Tânia Celeste Matos. A especialização em saúde pública e os serviços de saúde no Brasil de 1970 a 1989 . Apresentada a Escola Nacional de Saúde Pública para obtenção do grau de Doutor. Rio de Janeiro; s.n; 1998. 284 p.
Resumo: Procura recuperar alguns marcos da formação de sanitaristas no Brasil nas décadas de 1970 e 1980, priorizando a articulação do ensino com as políticas de saúde e com os movimentos de recomposição da saúde pública que emergiram da conjuntura estudada. O estudo tomou, como espaços privilegiados de análise, a Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz) e a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), no que se refere aos cursos de especialização de áreas da saúde pública assim identificadas: saúde pública, planejamento e epidemiologia. Dada a sua importância na organização do ensino do período, também foi considerado o Programa de Residência em Medicina Preventiva e Social. A ênfase principal é a relação do ensino com as políticas de saúde e as estratégias adotadas pelas instituições consideradas, na organização de suas programações. Procura também resgatar experiências de articulação dessas escolas com o movimento de expansão do ensino de saúde pública no período, e uma possível atuação em rede, a partir das duas escolas com outros centros de formação em saúde pública do país (AU).