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Evento suspenso: Seminário marca 50 anos da cassação de cientistas da Fiocruz pela ditadura

11/03/2020


Cassados em 1970, cientistas foram reintegrados em cerimônia em agosto de 1986. Foto: Acervo COC/Fiocruz.

 

INFORME: Em linha com as orientações do Ministério da Saúde, das autoridades estaduais e municipais e da Fiocruz, o seminário Ciência e Democracia: O Massacre de Manguinhos 50 Anos Depois da Casa de Oswaldo Cruz está suspenso. As medidas preventivas têm por objetivo reduzir a circulação de pessoas no campus, contribuindo com os esforços para a contenção da disseminação do novo coronavírus (Covid-19). Uma nova data será anunciada em breve. Para mais informações, clique aqui

Há 50 anos, em abril de 1970, sob a vigência do Ato Institucional nº 5, dez pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz – embrião da Fiocruz - foram cassados pela ditadura militar em dos períodos mais sombrios que a instituição atravessou. O episódio ficou conhecido como ‘O Massacre de Manguinhos’, título que o pesquisador Herman Lent – um dos cassados – deu ao livro publicado em 1978, no qual narra e analisa os fatos relacionados à cassação. 

Lembrar para não esquecer e para que não se repita. O seminário Ciência e Democracia: O Massacre de Manguinhos 50 Anos Depois, entre os dias 06 e 08 de abril. Na ocasião, será lançado o projeto do documentário “Memórias do Massacre de Manguinhos” e o livro Massacre de Manguinhos: a ciência brasileira e o regime militar (1964-1970), de Daniel Elian.

O massacre

Desde abril de 1964, o Instituto Oswaldo Cruz passou por diversas intervenções e inquéritos militares, conduzidos pelo regime militar. Apesar de nada ter sido provado, o clima de hostilidade e repressão aumentou culminando em 1970 na suspensão dos direitos políticos de dez cientistas - Haity Moussatché, Herman Lent, Moacyr Vaz de Andrade, Augusto Cid de Mello Perissé, Hugo de Souza Lopes, Sebastião José de Oliveira, Fernando Braga Ubatuba, Tito Arcoverde Cavalcanti de Albuquerque, Masao Goto e Domingos Arthur Machado Filho -, o que representou perdas incalculáveis para o país, como por exemplo a extinção sumária de várias linhas de pesquisa e laboratórios.

Veja a programação

6 de abril
9:30h – Abertura
Nísia Trindade Lima, Presidente, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Paulo Elian, Diretor, Casa de Oswaldo Cruz (COC)
José Paulo Gagliardi, Diretor, Instituto Oswaldo Cruz (IOC)
Ildeu Moreira, Presidente, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

10h – Mesa Memórias do Massacre de Manguinhos, 1970-2020
Lançamento do projeto do documentário
Lançamento do livro Massacre de Manguinhos: a ciência brasileira e o regime militar (1964-1970), de Daniel Elian

7 de abril
9h – Mesa A ciência e a universidade brasileira no Regime Militar
Simone Kropf (COC/Fiocruz) – coordenador
Rodrigo Patto Sá Motta (UFMG)
Angélica Muller (UFF)
Olival Freire Jr (UFBA)

14h - Mesa O Massacre de Manguinhos: antecedentes, processos e consequências
Magali Romero Sá (COC/Fiocruz) – coordenador
Daniel Elian (APERJ)
Gilberto Hochman (COC/Fiocruz)
Márcio Félix (IOC/Fiocruz)
Renato Cordeiro (IOC/Fiocruz)

8 de abril
9h – Mesa A ciência nos arquivos e os arquivos da ditadura militar
Luciana Heymann (COC/Fiocruz) – coordenador
Georgete Medleg Rodrigues (UnB)
Vicente Arruda Câmara Rodrigues (Arquivo Nacional)
Aline Lacerda (COC/Fiocruz)

14h – Mesa Ditaduras e lugares de memória na América Latina
Paulo Elian (COC/Fiocruz) - coordenador
Ludmila Catela (Universidade Nacional de Córdoba)
Samantha Quadrat (UFF)
Maria Paulo Araújo (UFRJ)


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